Dicionário da Startup: Entenda o ambiente do Empreendedorismo!

Está cada vez mais difícil falar em empreendedorismo sem que surja a palavra startup. As jovens empresas focadas em inovação vem revolucionando o mundo da tecnologia e dos negócios. Mas, para saber como conversar com os novos empreendedores, investidores e mesmo com a mídia especializada em startups, é necessário ter uma boa base de inglês: não é raro ouvir expressões como “venture capital”, “design thinking” ou “seed round”.

Assim como profissionais do Direito devem estar familiarizados com expressões em latim, quem vive no mundo dos negócios também precisa se sair bem no inglês. Pensando em te ajudar nessa tarefa, criamos verdadeiro um dicionário da startup com as expressões mais importantes utilizadas nesse mundo. Tudo para você não ficar boiando quando alguém te pedir o pitch do seu negócio ou afirmar que o seu bussines plan está muito superficial. Confira!

ANGELS

São os investidores que apostam em uma startup quando ela ainda está muito pequena e, às vezes, são apenas uma ideia no papel. Em geral, esse investimento angelical tende a ficar entre R$ 50 mil e R$ 500 mil e são realizados por executivos ou profissionais autônomos que já contam com um grande fluxo de capital. As motivações dessas pessoas são várias: existem as que investem pela satisfação pessoal de estar presente em um novo negócio e aquelas que contam com o crescimento da startup para, em médio prazo, venderam a sua parte e lucrarem. Além, é claro, das pessoas que querem um pouco dos dois mundos. No entanto, vale lembrar que os investidores anjo não entram apenas com dinheiro: eles podem ajudar os novos empreendedores com sua experiência e rede de contatos.

BOOTSTRAP

Em linhas gerais, significa criar um startup sem contar com capital de investidores externos. Ou seja, são os próprios sócio fundadores que arcam com todos os custos da criação da startup. Por isso, esse tipo de recurso só é utilizado por empreendedores experientes que já tenham acumulado, durante sua trajetória profissional, um capital.

BURN RATE

É o tempo que um negócio leva para “queimar” os recursos recebidos. Em geral, esse índice é importante pois mostra por quanto tempo uma startup pode dar prejuízo sem, no entanto, comprometer o seu potencial a longo prazo. O burn rate mostra o tempo que uma startup precisa para se tornar autossustentável.

BUSINESS PLAN

O nome já é auto-explicativo: trata-se do plano de negócios. Ele deve ser redigido de maneira formal e deve contar todos os passos que a startup pretende dar para ser financeiramente sustentável. Ou seja, é uma espécie de roteiro de ações e investimentos detalhado escrito por um ou mais sócios-fundadores que pode ser consultado pelos investidores.

DESIGN THINKING

Conceito inspirado na ideia de que é possível traçar estratégias mais inteligentes com a utilização de ideias e técnicas do design. O objetivo principal é conseguir ver problemas como uma todo e encontrar soluções que integrem diferentes áreas ou processos.

FOUNDER E CO-FOUNDER

O fundador e idealizador de uma startup é chamado de founder. Os seus primeiros sócios são denominados co-founders.

LEAN STARTUP

Essa expressão tem origem em um conceito elaborado pelo americano Eric Ries cuja prioridade é eliminar desperdícios. Ou seja, deixar o negócio enxuto (Lean). A ideia é fazer com que a Startup consuma apenas os recursos necessários para que possa nascer, diminuindo o valor total do capital investido inicialmente.

MEETUP

Um momento onde os empreendedores encontram com colegas e investidores para falarem dos negócios. A expressão vem da junção das palavras Meet (encontro) e Up (levantar ou em pé). Isso acontece porque, nesse tipo de ocasião, os interlocutores costumam permanecer de pé, facilitando a circulação de pessoas e tornando o networking muito mais dinâmico.

MINIMUM VIABLE PRODUCT

Também conhecido pela sigla MVP, o minimum viable product (produto mínimo viável) é uma espécie de protótipo do seu produto: ele deve ser um produto funcional, que pode ser testado por potenciais clientes ou mesmo pelos próprios investirdores. A principio, ele deve ser mais barato que o produto final, já que não conta com refinamentos de design ou acabamento, por exemplo.

PITCH

É o texto ou discurso que apresenta a startup. A ideia é fazer com que quem o receba tenha uma noção exata de qual é o empreendimento, qual o seu potencial, o produto que será oferecido, o modelo de negócio utilizado e mesmo o mercado. O Pitch deve ser adaptado para qualquer situação para que possa ser apresentado para os investidores sempre que a oportunidade surgir. Um exemplo de variação dessa ferramenta é o Elevator Pitch. O termo é uma brincadeira com a seguinte situação: se você encontrasse um investidor no elevador e precisasse convencê-lo a investir no seu negócio antes dele chega ao seu destino, o que você falaria? A resposta, claro, seria usar o elevator pitch: uma versão resumida do pitch que caiba em uma subida ou descida de elevador.

PIVOT

Também é a nome que recebe o jogador de basquete responsável por receber a bola de costas para o adversário e girar sobre o próprio eixo para encontrar a cesta. O princípio do pivot em um modelo de negócios é o mesmo: encontrar uma nova e mais rentável direção para o empreendimento sem mudar a própria base e a posição já conquistada.

SEED MONEY (SEED FUNDING)

Em tradução direta, diríamos que o seed money é o dinheiro semente. Basicamente, é o aporte externo inicial de uma startup, utilizada para que essa seja implantada e se mantenha até ser estável. Esse dinheiro é fruto da primeira rodada de investimento a qual uma startup se submete. Essa rodada inicial recebe o nome de Seed Round.

STARTUP

Uma nova empresa baseada em uma ideia inovadora. Seu principal objetivo é encontrar um processo repetitivo e escalável para se tornar sustentável.

VENTURE CAPITAL

Pode ser traduzido como um investimento oriundo de fundos que estão dispostos a desembolsar altas quantias de dinheiro mesmo em negócios com riscos elevados. Em geral, esses investimentos mais agressivos são acompanhados de um maior controle e cobrança por retornos financeiros.

Com esse dicionário da startup, você já está a um passo de se tornar um founder de sucesso. Mas não se esqueça que o mundo dos negócios além do mundo das startups também está recheado de expressões inglesas como “networking” e “feedback”. Por isso, vale a pena investir no aprendizado da língua mais importante do mundo!

 

Fonte: Blog da Hey Peppers